Descobrindo o Azerbaijão: dicas de Baku e arredores

  • 28 de abril de 2019


“Salam”, Azerbaijan! Situado na região do Cáucaso, às margens do Mar Cáspio, no limite entre dois continentes: Europa e Ásia. Dominado por árabes e persas durante séculos na idade média, república socialista no período da União Soviética e transformada pelos petrodólares no século XXI. Fronteira e muita influência russa, ao norte, e iraniana, ao sul. Uma mistura de culturas tão singulares só poderia resultar em uma experiência de viagem ímpar.

 

Foto @experienceazerbaijan

 

Assim é o Azerbaijão, um país de quase 10 milhões de habitantes que pode ser descoberto em um roteiro completo pela região do Cáucaso, incluindo Geórgia e Armênia (nesta sequência, já que a Armênia não possui relações diplomáticas com o Azerbaijão), ou a partir dos seus vizinhos mais famosos: Rússia e Iran. No nosso caso, estávamos na Copa do Mundo e partimos entre um jogo e outro da seleção brasileira para um roteiro de 4 dias no país. No dia seguinte da vitória contra a Sérvia, decolamos de Moscou pela manhã para Baku, a capital, em voo da companhia aérea local Azerbaijan Airlines (AZAL).

 

Aeroporto Baku - Desembarque

 

Primeira grata surpresa: preço de uma passagem aérea doméstica no Brasil, serviço de voo intercontinental. Duas horas e meia em aeronave moderna, confortável e refeição completa servida com várias opções de cardápio. O padrão da cia aérea já anunciava um pouco do que o destino nos reservava. Pousamos no início da tarde e nos deparamos com a primeira das impressionantes obras que o país nos apresentou durante a viagem. O Aeroporto Heydar Aliyev é, sem dúvidas, um dos mais bonitos pelos quais já passamos.

 

Aeroporto Baku - Saguão.

 

Se os grandes aeroportos do mundo se destacam pela grandiosidade e modernidade como Cingapura, Hong Kong, Londres, Munique, etc, o Aeroporto Internacional de Baku tem na arquitetura o seu grande charme. É realmente lindo! É possível chegar pela AZAL a partir também de algumas capitais europeias ou utilizar a partir do Brasil as cias do oriente médio como a Qatar Airways.

 

A moeda local é o Manat, valorizada em relação ao real (câmbio da época: 1 Azeri Manat = R$ 2,28), o que não torna o destino um lugar caro. Pelo contrário, Baku ainda é, em média, uma cidade bem mais em conta do que outras do oriente médio inundadas pelos petrodólares com perfil semelhante: Doha, Abu Dhabi, Dubai, etc. Para se ter uma ideia, o Uber do aeroporto para o hotel, um trajeto de 30km e pouco mais de meia hora, custou 11 manats. Enquanto a maior parte das corridas dentro da cidade, do hotel para um restaurante ou para o centro histórico, não passou de 2 manats. Durante uma caminhada no centro histórico, paramos em uma loja padrão 7 Eleven para comprar água e mais 2 bebidas e pasmem: os 3 itens por 1,70 manat, achamos até que o troco estava errado. Para câmbio, há diversas casas sinalizadas na cidade, principalmente nas áreas turísticas, mas no próprio hotel há máquinas de troca automatizadas para dólar e euro.

 

No caminho do Aeroporto para o hotel, lembrar as cidades citadas acima era inevitável: avenidas modernas, arranha-céus, shoppings, grifes internacionais, revendas das marcas mundiais premium de automóveis e referências ao GP de Fórmula 1 que acontece anualmente na cidade e tem sido utilizado para alavancar o turismo local. É possível também avistar muitas obras grandes em andamento, o que já sugere ao visitante uma cidade em franco desenvolvimento.

 

Contagem Regressiva Fórmula 1.

 

Hospedagem não é um problema em Baku. A localização mais recomendada é nos arredores do centro histórico, pois ali se concentram as principais atrações da cidade. A rede hoteleira é nova, moderna, possui grande parte das bandeiras internacionais e os preços são bem abaixo dos praticados no Oriente Médio e Europa. Escolhemos o Fairmont Baku Flame Towers, hotel mais icônico da cidade por se localizar nas torres símbolo do Azerbaijão. Diária em torno de 150usd, o que é uma tarifa sensacional para se hospedar em um Fairmont, raramente encontrada em outras cidades onde esta rede está presente. Outras opções com ótimos preços são o Four Seasons, Hilton e o Hyatt que dependendo do período, pode sair por menos de 80usd/diária. Para os que preferem uma experiência 100% local, existem vários hotéis boutique dentro da cidade murada (old city).

 

Hotel visto do Highland Park)

 

Quanto a nossa escolha, satisfação total. Hotel espetacular, ótimo serviço e um quarto impecável com vista maravilhosa da cidade. O padrão Fairmont nunca decepciona. Não fica tão colado ao centro histórico, mas é possível chegar a pé em poucos minutos de caminhada pela parte alta ou utilizando o funicular que fica no Highland Park, em frente. Foi exatamente por ele que começamos o nosso passeio a pé pela cidade, pois agendamos o guia somente para o segundo e terceiro dias.

 

Highland Park

 

O Highland Park ou Da?üstü Park em Azeri, também conhecido como "Viewing Square", é um excelente local para iniciar um passeio pela cidade. Tranquilo e com uma vista panorâmica incrível de Baku, o parque possui ótimos pontos de observação, uma pequena mesquita, um memorial a soldados mortos que lutaram pela independência do país, um café para apreciar a paisagem e um funicular que leva até a orla. Do parque é possível observar tanto as Flame Towers, quanto a cidade velha, além de todo o desenho da orla com a perspectiva do crescimento da cidade sobre o mar Cáspio e dos vários projetos em andamento.

 

Mesquita do Highland Park.

 

Do Highland Park, seguimos caminhando até a Cidade Velha, passamos pelo Palácio do Governo, pelo Museu de Arte do Estado e pelo Teatro Municipal até chegar à cidade murada onde nasceu Baku, datada da idade média (séculos XI e XII) e Patrimônio Mundial da Unesco desde 2.000. Impressiona o nível de conservação da fortaleza e o clima da cidade quando você adentra por um dos imponentes portões. Parece que o tempo parou por ali. Atualmente, mais de 1.500 pessoas ainda vivem no interior de Old City e mesmo entre os restaurantes, hotéis boutique, lojas de especiarias e artesanato, agências de passeios, casas de degustação e todos os estabelecimentos relativos ao turismo existentes entre os muros, ainda é possível ver famílias simplesmente morando e vivendo suas rotinas, independente da movimentação dos visitantes. Se perder por Old City é natural e acaba se tornando um ótimo passeio. Foi o que fizemos.

 

 Café em Baku Old City.

 

As principais de atrações de Old City são o Shirvanshah’s Palace, em referência à dinastia Shirvanshah que transferiu a capital para Baku e construiu o palácio. Hoje o complexo ainda abriga o seu edifício principal, uma mesquita com seu minarete, um cemitério e o mausoléu do cientista e filósofo Seyid Yahya Bakuvi. E a Maiden Tower, ponto de observação da cidade velha, abriga um museu que conta a evolução histórica de Baku e um mirante no topo. Recomenda-se a visita no fim da tarde, pois o interior da torre é bastante quente, principalmente quando a temperatura supera os 40 graus, o que acontece com frequência ao longo do dia.

 

Maiden Tower.

 

Anoiteceu e sentamos em um restaurante próximo a Maiden Tower com vista para as Flame Towers que se iluminam após o sol se pôr e iniciam um espetáculo a parte para todos que passeiam pela cidade. Ficava no rooftop de um hotel boutique e se chamava Terrace, pedimos um vinho local (o Azerbaijão produz vinhos muito interessantes) e apreciamos o nosso hotel de longe.

 

Para os dias seguintes reservamos o primeiro de dois dias de passeios, um pelas atrações fora da cidade e outro para os pontos de interesse dentro da cidade. Após uma pesquisa rápida pelo tripadvisor antes da viagem, encontramos o guia Karim e sua empresa Caspi Tours. Fechamos os dois dias de passeio com guia local em carro privativo e muito confortável por 220usd. Para um passeio exclusivo com motorista, guia e carro a disposição, achamos os valores bem razoáveis. No horário combinado, o nosso guia Karim já estava lá nos aguardando no saguão do hotel. Em direção as atrações fora da cidade, ele já foi nos passando muitas informações sobre o país, a cultura, história e costumes do Azerbaijão.

 

O primeiro, que já havíamos percebido desde a nossa chegada, é que o país de maioria mulçumana tem na liberdade religiosa e cultural uma de seus mais claras premissas. Percebe-se na sociedade um rigor muito menor do que em outros países da região. E a tendência é que com os investimentos em turismo aumentando, Baku se torne ainda mais multicultural.

 

Bibi Heybat Mosque.

 

Seguimos na estrada nos afastando da área central de Baku e a nossa primeira parada foi na Bibi Heybat Mosque, uma linda mesquita de frente para o mar Cáspio, com uma bela arquitetura e portas espelhadas que refletem o brilho do mar. A mesquita inaugurada em 1997, é uma recriação da original de mesmo nome construída no século XVIII e destruída pelos Bolcheviques em 1936. O local é encantador, tanto pela vista do pátio externo quanto pela riqueza de detalhes no interior do templo. Vale muito a visita!

 

 

Qobustan Museum.

 

Seguimos pelo deserto em direção à Qobustan Park, área rochosa onde se encontram mais de 6.000 pinturas rupestres de milhares de anos. A visita se torna ainda mais interessante quando iniciada pelo Qobustan Museum: o que aparentemente parece um receptivo aos turistas que chegam para visitar os petrogliphs se revela um museu moderno, completo e bastante interativo sobre o assunto. Interessante entender o que significam aqueles símbolos históricos, identificando em cada figura a uma expressão dos que as desenharam. Uma aula de história e arte rupestre muito bem conduzida pelo nosso guia Karim.

 

 

Qobustan Park.

 

Do museu, seguimos para as áreas rochosas do parque, onde se pode ver as pinturas de milhares de anos preservadas e apreciar uma linda vista do deserto com o mar Cáspio ao fundo. Detalhe para as placas “cuidado com as cobras” presentes por toda a região. Felizmente não encontramos nenhuma delas.

 

Vista do Qobustan Park.

 

Ainda na região de Qobustan, seguimos para a área onde estão os famosos vulcões de lama, que borbulham na superfície a partir do gás que é liberado pelo solo. O Azerbaijão possui uma das maiores reservas de gás natural do planeta, um dos pilares da economia pujante do país. Seguimos no carro do guia até determinado ponto da estrada. Interessante observar que a região fora de Baku já não possui o mesmo nível de desenvolvimento e modernidade da capital. Povoados simples margeiam a rodovia e foi em um deles que paramos para conhecer o simpático Vaqif. Dirigindo seu Lada 1977 pelo solo arenoso deserto em uma espécie de rali, Vaqif nos levou até uma das atrações mais famosas do país. É preciso pegar um desses motoristas para chegar até o local.

 

 

Vulcões de lama do Azerbaijão borbulham sem parar.

 

Karim e Vaqif nos mostraram os vulcões de lama e fomos aos poucos matando a curiosidade e perdendo o medo de tocá-los. Muitos turistas europeus curiosos com fenômeno também se aproximavam. A lama, gelada pelo gás que sobe do solo, faz um curioso barulho de bolhas que acaba se tornando a trilha sonora do local. Os Azeris acreditam que a mesma é medicinal, remédio para vários males. Do alto dos vulcões pode-se contemplar uma bela vista do mar Cáspio e o cenário cinza com o mar de fundo é algo bem diferente.

 

Adoramos o passeio pelos vulcões de lama, retornamos com Vaqif guardando seu sorriso e sua simpatia para sempre nos nossos corações. De lá seguimos para as outras atrações fora da cidade, mas ao norte de Baku. Tivemos que cruzar novamente a cidade rumo ao templo do fogo.

 

 

Altar central do Ateshgah Temple.

 

O Ateshgah Temple foi construído entre os séculos XVII e XVIII. Um pátio com um altar central onde a chama natural e eterna do Zoroastrismo queimava até 1969, quando desapareceu após um século de exploração de petróleo e gás na área. O templo do fogo foi recuperado e agora uma chama de gás canalizado vindo da cidade vizinha mantém a tradição e a história dessa religião tão fascinante acesa. Nas 5 paredes do pentágono que cerca o pátio há um museu com informações sobre o templo, sua história e a crença dos que o construíram ao longo dos séculos.

 

 Ateshgah.

 

Do Templo do Fogo seguimos para Yanar Dag, uma região onde o gás brota do chão nas montanhas mantendo o fogo aceso no deserto durante todo o dia. Conhecida como Burning Hills, a área é a parada mais rápida do dia e complementa o roteiro nos arredores de Baku. Voltamos para a cidade e nosso guia Karim nos deixou no hotel para descanso após um dia intenso debaixo de um sol de 42 graus.

 

 Yannar Dag = Burnnig Hills.

 

À noite saímos para jantar em restaurante típico do Azerbaijão na região da Foutain Square, vizinho a Old City. O escolhido pelas recomendações na cidade foi o Dolma, muito bem avaliado nos sites especializados. A primeira impressão foi de restaurante bem “turistão” devido à decoração bem carregada, característica dos restaurantes temáticos na região do oriente médio.

 

Restaurante Típico Azeri.

 

Mas se o nosso objetivo era provar a gastronomia local, estávamos no lugar certo: escolhemos um rótulo entre uma vasta carta de vinhos azeris e fomos provando os principais pratos da terra: o próprio dolma, rolinhos de vegetais com recheios diversos (provamos o de carneiro), Qutab (pães típicos do Azerbaijão), Sac (mix de proteínas e vegetais servidos num tacho de ferro aquecido com carvão), Et Taxta (massa recheada com carne bovina e gratinada com queijo local), além da famosa Bahklava, sobremesa de origem turca que também é tradição azeri. Não se preocupe, o cardápio num iPad e com fotos dos pratos ajuda bastante e evita surpresas maiores.

 

 

Caso você não seja muito chegado a novas experiências gastronômicas, não se preocupe. Na região da Fountains Square há, além de diversas lindas fontes, uma infinidade de restaurantes das especialidades mais tradicionais, além dos principais fast-foods e cadeias de restaurantes do mundo, como o Hard Rock Cafe. Basta seguir a Nizami Street a pé para encontrar as lojas e marcas mais populares. Para quem é fã de redes mais badaladas como o Buddha Bar, elas também estão presentes na cidade, então opções não faltam.

 

Região da Fountains Square.

 

O dia seguinte foi dia de explorar as atrações da cidade. Começamos por duas atrações que já havíamos passado a pé no dia em que chegamos. Highland Park e Old City. Importante voltarmos com o guia Karim nestes locais para aprofundar as informações sobre eles. Na área de homenagens aos mortos de guerra do parque, pudemos saber mais sobre o nascimento do país em 1991 após o colapso e separação da União Soviética, bem como em Old City, circular em áreas que ainda não havíamos visitado e descobrir outras atrações da cidade murada.

 

De volta ao Highland Park.

 

Seguimos para a região da orla, onde visitamos o Carpet Museum, uma obra de arte não apenas pelas peças raríssimas que guarda, os mais de 600 tapetes persas seculares (obras-primas do patrimônio imaterial pela Unesco) avaliados em milhares de dólares, mas principalmente pelo projeto arquitetônico assinado pelo austríaco Franz Janz. O prédio em forma de tapete enrolado é mais uma das preciosidades que nos encantou, desde que passamos pelo aeroporto na chegada ao país. A sensação é de que a cidade vive desafiando grandes arquitetos do mundo a fazerem projetos realmente surpreendentes.

 

The Carpet Museum.

 

@experienceazerbaijan.

 

Do Museu do Tapete, seguimos pela impecável orla de Baku, conhecendo outras atrações como a Mini-Venice, a Baku Eye, o Port Baku, além do circuito de rua da Fórmula 1.

 

 

Orla de Baku.

 

Deixamos a orla, para então visitar o complexo que nos encantou de tal forma que fez com que Baku ganhasse as primeiras posições da nossa lista de desejos: o Heydar Aliyev Center.

 

 

Heydar Aliyev Center.

 

O prédio é certamente um dos mais bonitos que já vimos de perto e o projeto da consagrada arquiteta iraquiana Zaha Hadid é de uma criatividade e ousadia impressionantes. São mais de 100.000 metros quadrados de área onde o prédio parece emergir do chão com suas curvas inacreditáveis. Na parte interna, o objetivo é um só: celebrar a cultura do Azerbaijão.

 

 Heydar Aliyev Center.

 

Não é difícil gastar uma tarde inteira passeando pela linha do tempo do país, apresentada em um formato de museu ou observando na sala de exposições as peculiaridades dos arrojados prédios da cidade: desde o aeroporto, passando pelas Flame Towers, Carpet Museum, entre tantas outras obras de arte urbanas apresentadas em miniaturas. É lá que você descobre que ainda existem muitos outros prédios para admirar na cidade. Há também uma biblioteca, um centro de imprensa, um auditório para eventos e um café bastante agradável no interior do complexo, também marcado pelas curvas na sua concepção e pelos vidros que além de permitir a entrada da luz externa, proporcionam uma vista deslumbrante da cidade.

 

 

Mini Azerbaijan.

 

Saímos do Heydar Aliyev Center completamente encantados com o que vimos, valeu muito a pena conhecê-lo. No retorno para o hotel, viemos conversando com nosso guia Karim sobre outros projetos grandiosos que nos chamaram a atenção como os centros de compras Port Baku e o futuro shopping na orla em formato de flor de lótus. Baku realmente não para de crescer e inovar. A sensação é de que encontraremos uma cidade completamente diferente em uma próxima visita a cidade, o que esperamos que aconteça em breve, pois gostamos bastante do que encontramos.

 

 

Baku Old City com guia.

 

Antes de finalizar o dia de passeio, voltamos novamente ao centro histórico para uma visita guiada com Karim, já que só havíamos circulado por conta própria no dia em que chegamos.

 

Piscina Fairmont Flame Towers.

 

Karim nos deixou no hotel e aproveitamos o calor que beirava o insuportável (42 graus) para aproveitar um pouco a piscina, algo que dificilmente fazemos quando estamos em viagem, mas devido à temperatura acabou se tornando uma excelente ideia. À noite pegamos novamente o funicular no Highland Park e descemos para jantar no Chinar, um excepcional restaurante asiático bastante movimentado: a área externa praticamente uma balada e a interna mais tranquila para quem desejasse jantar. Optamos pela parte interna também por conta do calor. Os pratos e o ambiente excelentes, uma ótima opção na cidade.

 

Restaurante Chinar

 

Descansamos no dia seguinte e seguimos para o Aeroporto Heydar Aliyev para pegar nosso voo de volta para a Rússia, já que o Brasil jogaria contra o México pelas oitavas-de-final da Copa do mundo 2018. O Azerbaijão se mostrou uma ótima opção para uma esticada de 3 a 4 dias caso você esteja fazendo um roteiro pela Rússia, Turquia ou pelo Oriente Médio.

 

Nós adoramos o país e sua capital. E vocês, o que acharam?

 

Em tempo: brasileiros precisam de visto para visitar o Azerbaijão. O processo de concessão é bem simples e 100% online. Basta acessar o site www.evisa.com.az, preencher o formulário, confirmar a verificação do seu e-mail e fazer o pagamento com qualquer cartão de crédito internacional. A taxa de emissão do seu documento eletrônico de viagem (e-Visa) é de 25usd no modo Standard (1 a 3 dias para ficar pronto) ou 51usd no modo Urgent (3 a 5 horas de expediente para ficar pronto. No nosso caso, escolhemos a opção standard e recebemos o arquivo PDF por e-mail em pouco mais de 24 horas. Basta imprimir e o apresentar junto com o passaporte na imigração ao desembarcar no Azerbaijão. Provavelmente o documento também será solicitado no check-in da cia aérea quando seu destino final for Baku. 

 

Atenção! O visto é válido por 90 dias a partir de sua data de emissão. O visitante pode ficar até 30 dias no país, desde que a data de seu retorno não exceda a validade do visto. Isso significa que você deve solicitar o visto poucos dias ou no máximo algumas semanas antes de sua viagem, de forma que seu documento seja válido durante toda a estadia e ainda tenha uma margem segura para que você fique mais algum tempo em caso de se apaixonar pelo país. : )

 



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Sobre o Autor

Tarcio e Paula Lopes

Ele Publicitário e ela Funcionária Pública que amam viajar e explorar o mundo.


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