Dicas completas do Cairo: a capital do Egito

  • 26 de maio de 2019


Nossa colunista Renata acabou de voltar de uma viagem incrível para o Egito, Jordânia e Israel e vai  contar neste  post um pouco sobre a fascinante cidade do Cairo, no Egito.

 

O Egito sempre esteve na minha wish list, pois sou apaixonada por história, mas após a revolução em 2011 resolvi deixar esse sonho de lado por um tempo.  Em 2016, vi várias pessoas indo ao Egito e quando apareceu uma promoção (sim, eu decido os destinos com base nas promoções... hehehe) resolvi que era chegada a hora. Como tinha 20 dias de férias, resolvi conhecer a Jordânia e Israel. 

 

COMO CHEGAR NO  EGITO:

 

Escolhi a Ethiopian Air lines pois ela voa tanto para o Egito quanto para Israel. Outra cia que eu sei que faz esses múltiplos destinos é a Alitália. Fiz questão de entrar pelo Egito e sair por Tel Aviv para ganhar tempo, pois não há voos diretos entre as cidades (por causa dos velhos problemas entre árabes e judeus). Embora os preços das duas fosse praticamente o mesmo optei ela Ethiopian pelo horário dos vôos e tempo de conexões. O avião é supermoderno e confortável, mas eu não gostei da comida. O aeroporto de Addis Abeba, capital da Etiópia é superantigo, sem wifi, mas para uma conexão de 2h é OK. 

 

Guia no Egito:

 

Embora já tivesse lido muita coisa na internet e já tivesse o roteiro definido, senti dificuldade na reserva do cruzeiro e por isso procurei ajuda. Tentei fazer tudo sozinha,comprei o trecho aéreo do Cairo para Aswan, mas não consegui reservar o cruzeiro pois eram poucas opções que partiam de Aswan naquele dia da semana e esgotaram super rápido. Depois de entrar em contato com vários guias, de pesquisar no trip adivisor, contatei a Delma, representante da Usamita Tours(http://www.usamitas.com/) aqui no Brasil. Eles foram excepcionais desde o primeiro contato, me ajudando a reorganizar o roteiro para conseguir embarcar no cruzeiro e até a cancelar a passagem que eu havia comprado sem pagar nenhuma multa. Comparando com os outros tours, percebi que o preço era bem pouco mais alto com a diferença de fazer só passeios privativos no Cairo e nos templos. Com certeza valeu a pena e por isso recomendo os serviços quando for ao Egito. 

 

Chegando no Egito:

 

Praticamente depois do corredor de saída do avião (antes da imigração, inclusive) encontramos um representante da Usamitas para providenciar os papeis do visto e te ajudar na imigração, caso seja necessário. Aqueles que não falam nada de inglês e queiram ir ao Egito, nem problema de responder às perguntas básicas de imigração terão... Como eu moro em Brasília, resolvi tirar o visto no consulado, mas é possível tirar no aeroporto sem problema (Informação de Fev/2017. Consulte sempre o consulado ou o pessoal da Usamitas). 

 

Após passarmos pela imigração e pela alfandega, nosso guia Mahmud nos levou à Vodafone dentro do aeroporto do Cairo (funciona 24h) e nos deu um chip de telefone com internet.  Eles te dão um chip com uns 2GB e ligações dentro do Egito, mas recomendo que vocêcompre mais internet, pois além de ser super barato, em todos os hotéis que passamos o wi-fi era horrível e dependíamos do 3G, que funcionava perfeitamente bem. 

 

Onde ficar no Cairo:

 

Ficamos hospedados no Mena House, bem em frente às pirâmides.  O hotel é o melhor na região das pirâmides, mas achei o preço alto pelo que oferece. Como um hotel desse nível não tem wifi?  Enfim, mesmo assim achei que valeu a pena pela experiência de acordar vendo as pirâmides, além do quarto ser grande, bastante confortável e o serviço ser muito bom. 

O Mena fica na entrada mais próxima das pirâmides, mas há outra entrada próxima da Esfinge onde ficam vários hotéis bem simples. Achei esse pedaço bem feio e a noite me pareceu bem deserto. Então, quando for pesquisar, fiquem atentos ao falar “vista para as pirâmides”, que pode ser nesse pedaço mais feio. Se quiser gastar menos e ficar do lado mais bonitinho, você pode ficar no Le Meridien, que custa 1/3 do Mena House e também tem vista para as pirâmides. Não conheci o hotel, mas me falaram que é um bom custo benefício. 

 

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Nossa passagem pelo Cairo:

 

1º Dia no Cairo: Chegamos de madrugada e no dia seguinte cedo começamos os passeios pela cidade. Nosso guia nos buscou no hotel e fomos conhecer Sakara, onde estão as mais antigas pirâmides do Egito. Ficam a uns 30 km do Cairo.  Como estávamos cansados, voltamos no meio da tarde para o Hotel para descansar.  Embora tenha achado o lugar legal, se tivesse menos tempo na cidade, poderia ter dispensado. 

 

Para os passeios no Cairo, o guia é o próprio Usama, que conhece tudo do Egito e fala um Português ótimo! 

 

 

 

 

2º dia – Museu do Cairo, e os bairros Islâmico e Copto(cristão): Depois de descansados, fomos para o Museu do Cairo para conhecer os tesouros achados na Tumba do Tutankhamon. É conhecido como Faraó menino, pois iniciou seu reinado aos 9 anos e faleceu aos 19. Pelo curto período de tempo, Tutankhamon seria apenas mais um na dinastia, mas em 1922 um arqueólogo inglês encontrou sua tumba intacta e dentro haviam mais de 5 mil peças entre joias, mobílias, caixas funerárias, armas, esculturas etc. 

 

 

Já conheci vários museus ao redor do mundo, mas o Museu do Cairo tem algo especial: Tudo que se vê por lá é história da terra e talvez por essa originalidade eu tenha gostado de tanto. Não espere um museu estilo Louvre ou Museu Britânico. O museu do Cairo é antigo, malcuidadoe mal iluminado, mas as peças são absolutamente fantásticas. Paga-se uma entrada para você e outra para a câmera ou celular, caso você queira tirar foto. E lá dentro eles pedem o ticket da câmera com frequência para quem está tirando fotos. Foram umas 3horas visitando o museu. 

 

 

Depois do Museu fomos à Cidadela de Saladino, uma fortaleza islâmica com uma vista linda do Cairo.  Sempre leve um lenço para cobrir a cabeça e vista roupas cobrindo o colo e as pernas quando vier a um pais Islâmico.

 

A Mesquita de Muhammad Ali Pasha está localizada dentro da muralha e por ser muito visitada quase não há locais fazendo suas orações. Como ela foi construída por um arquiteto turco é bem parecida com as mesquitas de Istambul. A vista é linda, pois está localizada no topo de uma montanha. Sentados dentro da mesquita, nosso guia nos explicou os mandamentos do Alcorão, como funcionava o ramadã e como viver no mundo árabe sob sua ótica.  Passamos pelo menos 1 hora conversando sobre essas questões. 

 

 

Saímos de lá e o nosso carro já estava a nossa espera para irmos a duas outras mesquitas uma ao lado da outra, menos turísticas e igualmente lindas chamadas SultanHassan. A paz e o silêncio do lugar nos fizeram relaxar no caos que é a Cidade do Cairo.

 

De lá partimos para o bairro Copto, ou cristão e fomos conhecer uma das mais antigas igrejas do Egito, construída numa gruta em que há indícios de que a agrada família teria se refugiado durante o período que passou no Egito. Um dos pontos mais sagrados é um poço de água usado por Eles.

 

O Egito é predominantemente muçulmano, mas concentra a maior população católica em pais árabe. Nosso guia nos falou que eles não moram em bairros segregados e a convivência é pacifica. 

Bem pertinho dali fica uma sinagoga bem pequena e quasenão há celebrações ali. Era proibido fotografar por dentro. Depois de um dia intenso, voltamos para o nosso hotel para ver o pôr do Sol de lá. 

 

3º dia – Pirâmides: Finalmente chegou o dia de conhecer as pirâmides. Saímos mais tarde do hotel para tomar café com tranquilidade e arrumar as malas. Optamos por ir no 3º dia pois era uma segunda feira e o movimento nas pirâmides estaria menor e foi ótimo. Nosso guia comprou os ingressos, passamos pelo detector de metais (nessa hora muitos guias independentes nos abordaram e foram até abusivos oferecendo os serviços) e lá dentro encontramos nosso guia, que entrou com o carro dentro do complexo. Imagino que só por ele ser guia que conseguiu esse privilégio, já que todos param no lado de fora. Realmente só andar a pé por lá deve ser muito cansativo, pois as pirâmides e a esfinge são distantes e se em fevereiro o calor já estava pegando, nem quero imaginar como seria no verão.

 

 

Visitamos primeiro a de Keops, a maior e mais antiga, depois Kefren e por último Mikerinos. É possível entrar nas 3 pirâmides, mas não acho que seja imperdível. Lá dentro é bem sem graça, apertado e sem nenhum ornamento. Entre em apenas 1 que será suficiente. 

 

 

Entre as pirâmides, Usama nos levava de carro e nos dava dicas de como se lidar com os policiais/vendedores no Egito. Dizia: “Vão dizer que é proibido tirar foto, mas que por uma “tip” eles deixam. ” “Se quiser tirar foto, leve 10 libras egípcias (USD 0,50) no bolso e mesmo que ele reclame, entregue o dinheiro e não dê ouvidos quando ele disser que é pouco”. “Vão te oferecer passeio de camelo por 30 USD, só agradeça e saia andando”. “Quando alguém te disser que vai te dar um presente não pegue na mão. Agradeça e saia andando. ” Realmente essas pequenas corrupções cansam um pouco, mas o cuidado do Usama para que nós tivéssemos a melhor experiência no Egito foi incrível. 

 

Depois de tirar 1 milhão de fotos nas pirâmides, Usamanos levou para andar de camelo (que ele mesmo pagou e não foi nem 4 usd por pessoa). Só nos disse, “leve mais uns 2usd de gorjeta no bolso e se eles forem simpáticos, tirarem boas fotos de vocês entreguem o dinheiro”. Com certeza eles já eram conhecidos, pois nos trataram superbem e tiraram várias fotos (fotos bem bregas no estilo turista empolgado, mas valeu a intenção). Com certeza poderíamos ter pensado em fotos mais originais, mas na hora não veio à cabeça. 

 

 

Depois do passeio, pegamos o carro e fomos conhecer a famosa Esfinge, que junto com as pirâmides é um dos símbolos do Egito.  Perto das piramides ela parece bem pequena, mas tem 57 metros de altura. 

 

É nessa saída da Esfinge que ocorre o show de luzes noturno, que não ficamos interessados em ir. 

 

 

Ao total ficamos umas 3h dentro do complexo e de lá fomos direto ao Mercado. Ir com guia realmente fica mais fácil e rápido, embora dê tranquilamente para ir por conta própria. 

 

De lá fomos ao Mercado Khan el Khalili, que tem mais de 1000 anos de existência. O mercado cheira especiarias e é cheio de lojinhas de souvenir, comida, joias, roupas, objetos de decoração, e até coisas piratas. São tantas ruelas dentro do mercado que precisamos ficar atentos no mapa para conseguirmos voltar ao ponto de encontro com nosso guia.  Eu, como adoro um mercado local, adorei a experiência.  Ao redor do mercado há varias mesquitas, que nos 5 horários diários, chamam os fiéis para oração. 

 

 

Compramos apenas imas de geladeira (um vício) pois os preços não estavam muito bons e Usama nos deu a dica de compra em Luxor e Aswan (paradas do cruzeiro pelo Nilo).

 

 

Como o transito do Cairo é horrível, saímos do mercado com 3h de antecedência ao nosso voo para Luxor, ponto inicial do cruzeiro pelo Nilo. 

 

Acredito que 2 dias no Cairo sejam suficientes para conhecer as principais atrações. Passamos 3 dias e fizemos tudo com tranquilidade.

 

Dicas: Se tiver carteirinha da ISIC de estudante, não esqueça de levar. Em quase todos os lugares estudantes têm 50% de desconto.

 

Se possível, escolha os meses entre novembro e março para conhecer, principalmente pela temperatura. 

 

Do Cairo partimos para fazer o famoso Cruzeiro pelo Nilo. Leiam aqui toda nossa experiência desse passeio incrível.



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Sobre o Autor

Renata

Apaixonada pelo mundo, mar azul, pôr do Sol, uma boa história e fotografia. Mais no Instagram @loucaporviagens


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