Marcio no Mundo




Os Encantos da Chapada dos Veadeiros


Publicado em 20 Fev 18



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A Chapada dos Veadeiros, localizada em Goiás, é um destino bastante procurado por suas cachoeiras, trilhas e mirantes.  Lugar místico, é reduto de pessoas que buscam um maior contato com a natureza, paz e tranquilidade.  Muitos relatam voltar dessa viagem completamente renovados...

 

 

Para se chegar, o aeroporto mais próximo é o de Brasília. A estrada, de 230 km até o município de Alto Paraíso e mais 36 km até o vilarejo de São Jorge, é toda asfaltada e bem sinalizada.  

 

QUANDO IR E QUANTO TEMPO FICAR NA CHAPADA DOS VEADEIROS

 

A melhor época pra conhecer a Chapada é na seca, que geralmente vai de meados de maio até meados de outubro. Em outras épocas, a chuva pode atrapalhar um pouco os planos, e até impossibilitar a realização de alguns passeios, já que as famosas trombas d’água tornam muitas cachoeiras impróprias para banho (fica bastante perigoso). Por outro lado, é nessa estação que o volume das águas deixa algumas paisagens ainda mais bonitas.

 

As opções de passeios são tantas, que dependendo da disponibilidade e do grau de animação pra fazer trilhas, diríamos que seria necessário, no mínimo, uma semana. Já para fazer um circuito “basicão”, um final de semana estendido serve tranquilamente. Mas certamente você vai voltar com um gostinho de quero mais...

 

ONDE SE HOSPEDAR NA CHAPADA DOS VEADEIROS

 

Existem ali três bases possíveis para conhecer a região: Alto Paraíso, Cavalcante ou São Jorge.  Resolvemos ficar nesta última porque, para nosso gosto, o vilarejo é o mais charmoso dos três, e reúne as melhores opções de hospedagem (Clique aqui e confiram as principais pousadas e hotéis da região)

 

Nossa escolha foi a Pousada Baguá, conhecida por ser a mais estruturada e confortável da Chapada. E foi exatamente essa a nossa opinião, depois de termos ficado 4 dias por lá. Existem duas opções de bangalôs, sendo o mais top – o Baguá - com banheira de hidromassagem externa e lareira dentro do quarto! Uma delícia pra relaxar depois das trilhas e curtir o friozinho da noite do cerrado (acompanhado de um bom vinho!). O Bangalô Cerrado também é sensacional: amplo, arejado, tem uma cama dos sonhos e uma varanda com rede bastante convidativa...

 

 

O café da manhã também é um dos pontos fortes da Baguá: servido das 7 às 10h em uma área que mais parece um mirante, é o início perfeito pra um dia típico na Chapada.

 

 

A piscina, recém construída, também é maravilhosa, e vai fazer você ficar em dúvidas se realmente vale a pena passar o dia fora, fazendo trilhas, rs. Com uma cascata deliciosa, uma borda infinita e lindos lounges ao redor, confesso que foi difícil não largar tudo pra aproveitar um dia inteirinho por lá. Além disso, o espaço ainda conta com uma hidromassagem ao ar livre e uma sauna, que são o desfecho certeiro para um dia pós trilhas.

 

 

Além de tudo, a grande vantagem da Baguá é de estar situada no coração do Parque Nacional da Chapada. Aliás, chegamos a brincar que o Parque é o quintal da Pousada, já que o acesso pode ser feito até mesmo a pé, a menos de 600 m dali. Os restaurantes e lojinhas da cidade, por sua vez, também estão a poucos passos de distância. 

 

 

Vale ressaltar que São Jorge é muito simples, por isso não espere luxo. É uma vila super pequena, de chão batido... Mas sobram charme, paz e uma vontade ingênua de ficar por lá e não voltar mais. ;)

 

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O QUE FAZER NA CHAPADA DOS VEADEIROS 

 

O que não faltam são opções de passeios. Se tiver poucos dias (como nós tivemos), será inevitável ter que fazer algumas escolhas. 

 

Devido ao fato de estarmos esperando um neném, a grávida aqui teve ainda que selecionar as trilhas que forçariam menos a barra, e nas quais o grau de esforço fosse o menor possível.

 

De início, tivemos que descartar uma visita ao famoso Vale da Lua, por exemplo, mas não pela distância ou dificuldade da trilha. Mas por ser um lugar bastante propício a pequenos escorregões devido às pedras extremamente lisas...achamos melhor não arriscar (e felizmente já conhecia esse pedaço do paraíso de outras visitas!).

 

Assim, já que contávamos com apenas três dias inteiros, optamos por realizar as trilhas do Parque Nacional da Chapada (já que a porta de entrada deste – gratuita – estava colada no nosso hotel), com um dia de passeio na famosa Cachoeira Santa Barbara (aquela da água azul-esmeralda alucinante!).

 

DIA 1

 

Trilha dos Cânions

 

Depois de um delicioso café da manhã, fomos encarar os 12 km ida e volta desta trilha, que leva aos Cânions do Parque e à linda Cachoeira da Carioca.

 

 

Apesar da distância, achamos o percurso tranquilo para quem está com um bom condicionamento físico. A maior parte do caminho é plano, sem muitos aclives, passando por lugares com sombra, bicas com água e paisagens belíssimas. Apenas a descida até o poço da Cachoeira é que é um pouco complicado, pois ali o percurso fica bem íngreme e exige um pouco dos joelhos. 

 

 

Depois da caminhada da ida, um banho refrescante trará toda a energia para encarar a volta. Costumam dizer que esses mergulhos em cachoeiras lavam a alma...pra mim, é a mais pura verdade! J

 

Dica 1: leve lanche, água e também repelente, se achar necessário. Dentro do parque, contratar guia é dispensável, pois as trilhas são bem sinalizadas ;)

 

Dica 2: a Pousada Baguá prepara kits para as trilhas, incluindo água, suco, um sanduíche e frutas ao custo de R$ 22,00 por pessoa. É uma mão na roda pra quem está com preguiça de fazer mercado antes de ir. ;)

 

Dica 3: Dependendo do tempo que passar neste passeio, você voltará certamente esfomeado. Nossa tática era parar na lanchonete que fica a uns 800 metros da entrada do Parque à esquerda, e pedir um açaí caprichado pra viagem, pra tomar à beira da nossa piscina no final da tarde. 

 

Dica 4: Ao cair da noite, a Baguá acende duas fogueiras, uma ao lado da piscina e a outra no deck da casa principal. Leve seu vinho (é permitido) e saboreie esse momento em um cenário espetacular, contemplando as estrelas.

 

 

Nesse primeiro dia, era véspera do dia dos namorados, e a Pousada havia feito uma reserva para nós no Santo Cerrado Risoteria, para o nosso jantar. Desde a entrada da rua, o caminho estava todo iluminado à luz de velas, já revelando o que estava por vir: uma grande surpresa! A decoração, especialmente preparada para a ocasião, estava perfeita e, a comida, uma delícia! O ambiente da Risoteria é super aconchegante e charmoso...vale ir em qualquer ocasião! A vista no final da tarde também é espetacular!

 

 

Dica 5: a maioria dos estabelecimentos em São Jorge permite que você leve sua própria garrafa de vinho (alguns cobram pela rolha, numa faixa de R$ 15 a 20 reais, outros sequer cobram). Se for dos mais exigentes, não esqueça de levar o seu. ;)

 

DIA 2

 

Trilha dos Saltos

 

O percurso, de 11 km ida e volta, permite que o visitante conheça duas atrações: os Saltos e as Corredeiras. Optamos só pelo primeiro, já considerando a máxima que expliquei acima (quanto menor o esforço, melhor para a mãe e o bebê). 

 

Essa trilha já é um pouco mais difícil que a outra, mas não é um bicho de sete cabeças. Há muitas subidas e descidas, porém o cenário é recompensador. 

 

Depois de 4 km de caminhada, o Mirante do Salto apresenta uma vista deslumbrante, já aumentando a sede de quem está doido por um banho de água gelada, a 800 m dali...

 

 

ps: em comparação com a Cachoeira da Carioca, achamos esta (Carioca) um pouco mais agradável para banho e para relaxar. Na do Salto, a área não é muito extensa, e se estiver cheia, pode ficar um tanto concorrido um espaço pra chamar de seu! Ponto positivo para uma pequena praia que se forma no canto esquerdo, bastante convidativa para estender a toalha na areia depois do banho revigorante.

 

 

Para quem quer chegar nas Corredeiras, as informações do Parque dão conta de que é necessário encarar mais 800 metros em subida bastante íngreme, e mais 1,5 km de caminhada. ;)

 

Ao final desse dia, relaxamos aproveitando nossa banheira de hidromassagem no Bangalô Baguá. Depois, fomos degustar uma deliciosa pizza na Pizzaria Lua Nova, a melhor da cidade (ambiente mega charmoso à luz de velas, música ao vivo gostosa)...foi praticamente uma nova comemoração de dia dos namorados! Perfeito! ;)

 

 

DIA 3

 

Conhecer a Cachoeira Santa Barbara, para quem não está hospedado em Cavalcante, não é tarefa fácil. Por isso, acordamos cedo para encarar os 125 km de estrada asfaltada até Cavalcante, e depois mais 22 km em estrada de terra (que leva quase 1 hora), até chegar à comunidade Kalunga Engenho II. Lá, contratamos o guia (obrigatório- R$ 80,00 o grupo) e pagamos uma taxa de R$ 20,00 por pessoa para acessar a Cachoeira. 

 

 

Se não for época de chuva, é possível pegar uma carona em “transfers” locais ao preço de R$ 5,00 por pessoa, economizando 9km de caminhada até a porta da Santa Barbara. Com essa opção, fizemos uma trilha super tranquila de pouco mais de 1 km e, finalmente, chegamos ao paraíso de água cristalina...

 

 

Era uma segunda-feira e, felizmente, não pegamos a cachoeira tão cheia como já vimos em algumas fotos. Mas, infelizmente, não tão vazia quanto gostaríamos. É que é justamente segunda feira que o Parque Nacional fecha pra visitação, fazendo com que mais turistas optem por conhecer a Santa Barbara justo nesse dia da semana! Mas foi lindo, ainda assim!

 

Dica: nesta época do ano, a Cachoeira só pega sol em parte, entre umas 11 e 13h. Por isso, tente chegar nesse horário para ver como a água adquire aquela cor azul estonteante que parece filtro de instagram (mas não é!). O pessoal de lá nos contou que a partir de agosto é que a Santa Barbara fica toda iluminada pelo sol, e praticamente o dia todo. Então, se puder, deixe para conhecer nesse período final da seca. ;)

 

Infelizmente, pela falta de tempo e pela minha condição de gestante, não conseguimos ir a outras atrações. Mas, pela experiência de outras viagens pra lá e também por recomendações locais, diremos que esses outros passeios são imperdíveis:

 

1) Vale da Lua

2) Cataratas dos Couros

3) Almécegas I e II

4) Cachoeira Loquinhas

5) Raizama

6) Mirante da Janela

 

ps: vale se informar antes de fazer quaisquer desses passeios antes de ir, pois dependendo da época que você for, pode se deparar com dificuldades devido às chuvas ou, ao contrário, não encontrar aquela queda maravilhosa de água que você tanto espera. Por exemplo: agora em junho fomos desestimulados a fazer a trilha do Mirante da Janela, pois segundo nos informaram, quase não se veria água por ali, o que tiraria completamente o propósito da trilha. ;)



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Texto Escrito Por:

Fernanda de Castro Carvalho

Fernanda de Castro Carvalho é advogada e trabalha na ONU pela defesa dos direitos humanos. Para ela, viajar se tornou mais do que um hobby: é uma necessidade! Nas horas vagas, sonha com o próximo destino e compartilha suas dicas de viagens no insta @nosdo



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