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Mendoza: uma das cidades mais agradáveis da América do Sul


Publicado em 02 Dez 16



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O número de amantes do vinho no Brasil cresceu enormemente nos últimos anos. O enoturismo acompanhou essa tendência, colocando Mendoza no centro das atenções e no topo da lista de viagens de muitos brasileiros.

 

 

Mas nem só de vinhos vive esse pedaço delicioso da Argentina. Prepare-se para cenários deslumbrantes, uma gastronomia surpreendente e dias de paz e descanso. 

 

COMO CHEGAMOS:

 

Conseguimos tirar as passagens por milhas Smiles, por 10.000 o trecho: fomos em um voo direto de Brasília a Buenos Aires, e de lá pegamos uma conexão para o aeroporto de Mendoza. Lá, fomos recebidos pela empresa Malbec Symphony, que contratamos para realizar todos os nossos passeios. O simpático motorista Alberto nos acompanhou durante toda a estada na região. 

 

 

QUANDO IR:

 

Quando se fala em Mendoza, todo mundo pensa imediatamente na combinação magnífica de frio + vinho. Mas confesso que ter ido em Março, pouco tempo depois da época da colheita das uvas (a chamada Vendimia), foi incrível. O período entre estações é perfeito para aproveitar os dias ensolarados e de temperatura amena, curtir a piscina do hotel, fazer trekkings pelas montanhas, cavalgadas ou andar de bicicleta em meio aos vinhedos. Parte dessa programação fica um pouco prejudicada na alta do inverno, quando tudo fica tomado de gelo e o frio é congelante. Assim, se eu fosse escolher, definitivamente iria novamente entre fevereiro e maio, quando as vinícolas estão mais bonitas e as temperaturas mais agradáveis. 

 

 

* Se não quiser pagar muito caro pelos preços de alta temporada, recomendaria evitar a época da “Fiesta Nacional de la Vendimia”, uma celebração tradicional e popular que marca a transformação da uva em vinho. Por outro lado, essa comemoração é um marco na tradição da cidade, e vem acompanhada de diversas atividades interessantes e uma festa muito bonita.

 

ONDE FICAR:

 

Como tínhamos a intenção de conhecer não só a cidade, mas de dormir também em hotéis-vinícolas, dividimos nossa viagem em duas etapas: os primeiros dias na parte urbana de Mendoza, e os demais no Vale do Uco, uma região um pouco mais distante (cerca de 1h e meia), porém a mais bonita e que abriga os melhores hotéis e vinhos, em nossa opinião. 

 

 

O hotel escolhido em Mendoza foi o Diplomatic: um 5 estrelas muito bom, serviço excelente e acomodações de alto padrão. Um estilo executivo que não é a nossa cara (preferimos hotéis boutique), mas que nos serviu muito bem durante o tempo em que nos hospedamos lá. Era central, localizado em um lugar onde dava para ir caminhando para conhecer a cidade. Ficava ao lado do Azafrán, um excelente restaurante, recomendadíssimo.

Também ao lado do Diplomatic, conhecemos o Park Hyatt, um cinco estrelas muito tradicional em Mendoza, e no qual nos hospedamos na noite antes de partir de volta ao Brasil. 

 

Os dois são excelentes a um preço razoável para o padrão de hotéis nessa categoria. Mas realmente não é o tipo de hotel que nos encanta mais. 

 

Por falar em encantamento, aí vale mesmo um capítulo à parte para esses dois hotéis que estivemos no Vale do Uco: Alpasión Lodge & Vineyards e Casa de Uco. No coração das montanhas e aos pés de um cenário sensacional, esses dois hotéis nos conquistaram definitivamente. O primeiro, em um estilo boutique-rústico-chic, muito bem decorado e equipado, tem apenas 5 quartos que dão vista para os Andes e uma gastronomia de ponta comandada pelo chef Hector. 

 

 

O segundo, une o rústico ao moderno, em uma composição ainda mais perfeita com a piscina infinita, hidromassagem e um spa de tirar o chapéu. 

 

Outros hotéis que definitivamente recomendaríamos são o The Vines (também no Vale do Uco) e o El Cielo, que já fica em outra região, chamada Luján de Cuyo. 

 

AS DEGUSTAÇÕES:

 

Quando decidimos ir à Mendoza, ficamos na dúvida se alugaríamos um carro para fazer os passeios das vinícolas. Mas como direção e bebida definitivamente não combinam, somado ao fato de que a sinalização lá não é muito boa, decidimos não nos aventurar e contratar os serviços de um remis. Após realizarmos muuuuitos orçamentos, nos deparamos com a proposta da empresa Malbec Symphony, que nos apresentou um excelente preço somado a um serviço de primeira. Como dito acima, o motorista Alberto nos cativou e fez até papel de guia. O dono da empresa, Julian, também nos ajudou muito a organizar o roteiro e inclusive a fazer um câmbio melhor de dólares.

 

 

Segundo conversamos, nossa intenção era conhecer as principais vinícolas, mas também desbravar aquelas pouco conhecidas, ou que tivessem uma produção artesanal (vinícolas boutique). O ideal é dividir os passeios por regiões, que são 3 principais: Luján de Cuyo, Maipu e Vale do Uco. 

 

Ouvindo minhas recomendações, o Julian propôs o seguinte itinerário:

 

 

1º dia

10:00 Chandon

11:00 Séptima

12:30 Dominio del Plata

 

 

2º dia

09:30 Benegas

11:00 Catena

12:30 Ruca Malén 

 

3º dia

10:00 Carinae

11:00 Trapiche

12:30 Pulenta

 

4º dia

10:00 OFournier

12:30 Andeluna

15:30 Atamisque

 

Todos esses traslados, incluindo pick up nos hotéis e aeroporto, saíram por 600 dólares (não incluía entradas, bebidas e alimentação). Parece caro, mas as distâncias a serem percorridas não são curtas, as estradas não são muito bem sinalizadas, e depois de degustar umas boas taças de vinho, você vai dar graças a Deus por ter um motorista para te levar de volta ao hotel! 

 

 

Infelizmente (muuuuito infelizmente) a gente não conseguiu cumprir todo o roteiro... Cheguei ao país acometida por um rotavírus que me deixou de cama por alguns dias e me impediu de curtir passeios que seriam imperdíveis. Melhorei pouco antes de já ter que voltar ao Brasil, e tristemente perdi muita coisa boa (tá aí uma desculpa excelente para poder voltar). 

 

* Gostaria apenas de fazer um detalhamento oportuno sobre os seguros de saúde para viagem. Utilizamos o do cartão Master Platinum e tivemos assistência o tempo todo. Mandaram inclusive um médico ao hotel para me medicar e, quando foi preciso, acionaram o hospital local para me receber. Não tive que pagar um centavo do meu bolso. Foi a primeira vez que tive que utilizar esse serviço, e confesso que era até um pouco descrente em relação à confiabilidade desses seguros de cartão. Mas reitero que saí totalmente satisfeita. O atendimento foi muito bom. Recomendo. Espero nunca mais ter que usar de novo...rs.

 

Tivemos que cortar várias vinícolas que considerávamos um must go, e no final das contas conseguimos fazer poucos passeios, apesar de termos passado uma semana por lá. Passamos pela Chandon, Carinae, Trapiche, Zuccardi, Pulenta e Susana Balbo. Isso acabou permitindo que a gente conhecesse e aproveitasse mais nossos hotéis, desfrutando da piscina e do spa (mas tendo que cancelar trekkings e passeios a cavalo que estavam programados para os dias de “descanso” das vinícolas rs). 

 

 

* Vale dizer que o Julian, da Malbec Symphony, me devolveu todo o dinheiro que eu já havia pago e não cobrou os passeios que cancelamos por causa da enfermidade; nesse quesito, mais uma nota 10 pra empresa). 

 

Só posso dizer que ainda volto a complementar esse post, porque sem dúvidas Mendoza deixou um gostinho de quero mais. Desta vez, eu pularia a parte urbana de Mendoza, e concentraria a hospedagem entre Lujan de Cuyo, no hotel Entre Cielos, e novamente nesses que ficamos ou no badalado The Vines.



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Texto Escrito Por:

Fernanda de Castro Carvalho

Fernanda de Castro Carvalho é advogada e trabalha na ONU pela defesa dos direitos humanos. Para ela, viajar se tornou mais do que um hobby: é uma necessidade! Nas horas vagas, sonha com o próximo destino e compartilha suas dicas de viagens no insta @nosdo



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