Tiger´s Nest, o famoso Ninho do Tigre no Butão

  • 07 de agosto de 2016


Curiosidade sobre o Tiger´s Nest, no Butão

 

Sempre  que vemos algo sobre o Butão ele está lá: O Tiger´s Nest. Famoso cartão postal do país. Este é um complexo de templos que chama a atenção não apenas pela sua beleza mas também pela sua interessante construção maravilhosa e atípica. É o templo mais sagrado para os butaneses, que acreditam que uma visita a este templo livre de qualquer pecado, pelo esforço físico e preces feitas por lá para quem vai com este objetivo de fé. 

 

 

O Tiger´s Nest, ou Ninho do Tigre em português, fica encravado nas rochas, no meio de uma montanha isolada nas proximidades da cidade de Paro, com altitude de 3 mil e poucos metros, com 4km de percurso para ir e 4km para voltar CHEIOS de obstáculos, como ladeiras, pedras, escadas (que tornam a trilha de acesso mais demorada), e foi construído no século 8. Aí você se pergunta: como que naquela época eles conseguiram construir um negócio irado desses, com templos belíssimos dentro e estátuas gigantes (fotos no interior são proibidas) lá em cima no meio do nada?

 

 

Pois é, eis a explicação religiosa e de fé que os butaneses contam para isso: reza a lenda que o cara que trouxe o budismo para o Butão, o guru Rinpoche, transformou uma de suas esposas em tigre e foi montado nela até a região em que o Tiger´s Nest foi construído para subjulgar um demônio que existia por lá, e foi assim que o templo surgiu. Ele era capaz de se transformar em 8 formas diferentes para realizar o bem e a pedra em que o templo foi construído possuía a imagem do rosto em que ele se transformou quando estava em cima do tigre. 

 

Como é feita a visita

O acesso ao Ninho do Tigre é feito por meio de uma trilha, pois como disse anteriormente, ele fica bastante isolado. A subida precisa ser feita a pé, mas para quem optar, até a metade do caminho a subida pode ser feita montando um burro que custa aproximadamente U$20, não sei exato, pois optei subir by myself. Minhas mãe foi de burro e adorou. Porém para descer tem que ser necessariamente tudo a pé. Ou seja, é preciso estar com boas condições físicas para encarar o Ninho do Tigre.  

 

 

Eu demorei 2h30m do ponto de “largada” até a entrada do templo. Fui em grande parte sozinha, no meu ritmo. Nadescida que eu e meus pais fomos juntos, mas descer é sempre mais rápido e não registrei o tempo que gastei descendo. Mas o passeio total não saiu por menos de 5 horas se incluirmos também a visita lá dentro.

 

O nosso grupo se dispersou um pouco exatamente por isso: cada pessoa possui um ritmo diferente e isso precisa ser respeitado em uma subida como essa. Além de que cada um demorou mais ou menos dentro do Tiger´s Nest.

 

A trilha é cansativa e de moderada à difícil, não é mega difícil como muita gente imaginou. Em alguns momentos encontramos dificuldades e obstáculos como pedras esubidas mais íngremes. A maior dificuldade é a altitude, que nos dá maior sensação de cansaço e a extensão do caminho especialmente.

 

Na subida é comum ver muitas bandeiras de orações, como sugestão digo que leve a sua e pregue lá, fazendo uma oração ou até mesmo oferecendo a sua subida. Nós nem pensamos nisso, mas acho que teria sido legal ter deixado uma marco nossa pelo caminho.

 

De início, mal se vê o ninho do tigre, mas aos poucos durante a subida e principalmente a partir da metade do caminho, ele já pode ser visto com mais clareza.

 

A metade do caminho conta também com um desvio na trilha que dá em uma cafeteria para quem quiser descansar, bem como nos deparamos com um grande sino de oração. Saí com minha mochila recheada de água e lanches, logo não parei na cafeteria e não posso dar dicas de lá, mas ela existe caso alguém precise de um apoio.

 

Como falei anteriormente, fotos no interior são proibidas. Na porta de acesso existem armários onde é preciso deixar nossas bolsas e especialmente telefones celulares e câmeras.

 

Lá dentro, o lugar é mágico. Uma experiência que acredito que não tem como explicar, somente sentir. Fantástico e sensacional. 

 

Checklist do que é indispensável levar:

 

Mochila ou bolsa transpassada corpo – é importante que a bolsa seja confortável e permita que seus braços fiquem livres, e de preferência que seja leve (carregue só o essencial);
• Sapato confortável e de preferência específico para trilhas;
• Mesmo que esteja frio vá com uma blusa fresca embaixo do casaco. Você vai sentir calor.
• Água e lanches – como a visita demora é importante levar para caso haja fome e também para dar um gás durante a trilha, mesmo havendo a opção da lanchonete no caminho acho importante levar seu próprio lanche;
• Cajado – eu não levei, mas na volta usei emprestado o da minha mãe (que foi se apoiando com meu pai), pois meu sapato estava escorregando um pouco nas ladeiras e tive medo de cair. Eu particularmente nunca levo cajadopois tenho boa estabilidade, porém como é um trilha mais difícil e cansativa eu indico.  O cajado vai funcionar como uma terceira perna de apoio. 

• Câmera para registrar tudo. Vou confessar uma coisa, eu não levei a minha (!!!). Pois é, no maior cartão postal do Butão eu optei em não carregar por um único motivo: peso! Minha câmera e as lentes pesam, resolvi levar apenas a GoPro e meu celular que fizeram as fotos que vocês estão vendo neste post, e eu não me arrependi da minha decisão.

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Sobre o Autor

Ana Carla Gameleira

Psicóloga clínica e nas horas vagas viajante. Acompanhem minhas fotos no Instagram: @relatosdeviagens


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