Conhecendo o Butão: Thimphu, Punakha e Paro

  • 22 de setembro de 2016


Neste post vamos falar sobre as principais cidades por onde passamos durante o período em que estivemos no Butão. 

 

Não deixem de conferir nosso post: "Tudo que você precisa saber antes de ir para o Butão".

 

Thimphu

 

Com apenas aproximadamente 70 mil habitantes, Thimphu é a capital do Butão e é uma graça. Pequeninha e, como todo o país, não possui semáforo de trânsito, o que existe de curioso é um único guarda no meio do cruzamento principal que orienta os motoristas com os braços, o que é muito fofo.

 

 

A cidade, que fica localizada a mais de 2.000 metros de altitude não possui aeroporto (a única capital do mundo que não possui), logo para chegar até lá é preciso ir de ônibus, trajeto este que dá aproximadamente 1h30m vindo do aeroporto de Paro.  Lembrando que o Butão não é um país onde alugar um carro ou pegar um bus regular é comum ou indicado. Turistas lá precisam de guia e organização para turista mesmo, não somos “independentes” por lá como nos EUA por exemplo. 

 

Thimphu é a cidade que o Rei mora.

 

Principais atrações de Thimphu:

 

1) Ponte de correntes do século 13: Esta ponte não fica em Thimphu, mas no trajeto de Paro até lá e a visita pode ser inclusa na ida ou na volta, de acordo com o que for acertado com seu guia local.  Essa ponte de correntes existe desde o século 13, que balança mas não cai. As correntes foram todas feitas à mão, com toda a precária tecnologia da época e existe até hoje. Óbvio que hoje existem reforços para garantir a segurança do trajeto, que dá até para dar uns saltinhos lá no meio da ponte sem perigo.  No início dá o maior medo, mas depois acostuma e é sem dúvidas uma atração imperdível. 

 

 

Obs.: Essas bandeiras coloridas na ponte são bandeiras de orações e podemos vê-las em toda parte do país. As brancas são em homenagem aos mortos e as coloridas podem ser por motivos diversos, porém o mais comum é para a felicidade. Os butaneses acreditam que quando o vento bate nas bandeiras, elas espalham suas preces por todo o mundo, e espalham também a felicidade. 

 

2) Buddah Point: O Buddah Point é um templo belíssimo, todo dourado em seu interior (o único em que foi permitido bater foto dentro), que possui uma estátua bem grande de Buda sentado em seu topo. Esse templo fica localizado a mais de 50 metros de altura, o que possibilita uma bela vista da região de Thimphu.  O que acontece é que a imagem é tão grande e como fica localizada no alto é que de muitos locais da cidade conseguimos avistar o Buda, similar com o Cristo Redentgor, mas numa escala menor. 

 

 

3) Ver um treino de Arco e Flecha: Sabe qual é o esporte nacional do país? Arco e Flecha, diferente, não é? Então, acho interessante ir conhecer e ver um treino. É interessante ver essa dinâmica. Eles estavam treinando em equipe e a cada vitória (ou derrota) faziam umas dancinhas fofas enquanto cantarolavam. 

 

 

4) Memorial Chorten: O Memorial Chorten é um templo que foi construído em homenagem ao Terceiro Rei do Butão (o atual é o quinto) e os butaneses ficam o circulando em sentindo horário enquanto rezam, e é preciso dar pelo menos 3 voltas antes de entrar no templo ( isso serve para qualquer um, mesmo que não seja budista ou butanês, ok?). Sobre o máximo de voltas? Não existe... podem ser intermináveis de acordo com a fé e prece de cada um. É comum as pessoas circularem o templo segurando sinos de orações.

 

 

A experiência é bem bacana e um local de muita fé. 

 

5) Dzong de Thimphu: Primeiramente vou explicar o que é um Dzong. Os Dzongs butaneses são construções belíssimas típicas locais, que possuem funções simultâneas no mesmo lugar, como: centro religioso, burocrático, militar e administrativo. Ou seja, lá dentro podemos encontrar desde um templo budista (foi onde o rei casou),  escritório administrativo do país, e no caso de Thimphu, o escritório do Rei. É legal chegar antes das 17h para pegar a cerimônia de Arriamento da Bandeira em frente ao prédio, é bem legal pois os guardas marcham, uma música é tocada e algumas pessoas com trajes típicos aparecem. 

 

Vista de fora do Dzong.

 

Dentro do Dzong de Thimphu.

 

6) Jantar no Taj Tashi Hotel em ThimphuEu não fiquei hospedada neste hotel, mas o André Salagado reservou um jantar para nós no restaurante butanês do hotel que é um espetáculo. É possível provar todos os pratos típicos butaneses num belíssimo restaurante e ainda trajar roupas típicas (no caso nós havíamos comprado as nossas, mas meu pai não, e o hotel emprestou a ele, como empresta às pessoas que vão jantar por lá). Achei esse programa muito bacana e deixo a dica para vocês. 

 

7) Festival Tsechu: Este festival é sem dúvidas imperdível e só acontece uma vez ao ano. É um festival de danças folclóricas e religiosas com os dançarinos mascarados. Sobre o festival, existem as grandes apresentações oficias e menores, como a que visitamos, que em geral não atrai turistas.  Tivemos a oportunidade de, misturados aos butaneses, participar do festival que traz toda a cultura e religião deste povo. Todos usam seus melhores trajes típicos em honra ao festival e nós também nos vestidos com trajes típicos, como uma forma de homenageá-los e nos sentir ainda mais dentro da experiência, uma vez que fomos os únicos turistas no vilarejo. Seria estranho estar lá com roupa ocidental. 

 

 

Ainda tivemos a honra de almoçar com o Master Monk da região e receber uma benção do mesmo. Ele, que aparenta estar entrando agora na adolescência, é amado pelo povo. 

 

 

O festival cultua a Buda, num misto de agradecimento e comemorações. É um festival totalmente religioso e sagrado para eles. Os butaneses foram extremamente receptivos e amorosos e aquele momento sagrado para eles se tornou sagrado para nós também. 

 

 

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Punakha

 

A cidade de Punakha é mais rural e é cheia de campos de arroz belíssimos. 

 

 

Principais atrações de Punakha:

 

1) Dochula Pass: Esse local não fica em Punakha, mas fica no trajeto Thimphu – Punakha e pode ser visitado na ida ou na volta. 

 

 

É o ponto mais alto do país, possuindo 3.140 metros de altitude.

 

 

É um complexo com 108 estupas e um templo que ficam localizados com uma vista 360°para os Himalaias. Infelizmente estava cheio de nuvens e não conseguimos ter acesso a vista espetacular. Mas visitamos o templo e passeamos entre as estupas.

 

Obs.: Estupas são como templos, tão sagrados quanto. Porém, estupas não possuem portas, é uma espécie de monumento religioso e sagrado, onde as pessoas podem fazer suas orações. 

 

2) Templo da Fertilidade: Chimi Lhakhangi, mais conhecido como templo da fertilidade é uma parada imperdível. Se ver dorjis era comum no Butão, nessa região fica além do comum. Praticamente toda casa, loja e restaurante  vistos durante a trilha que é feita até o templo possuem tais imagens. 

 

 

O templo fica isolado e o acesso é feito por uma trilha tranquila que se inicia em um campo de arroz. O caminho é belíssimo e de tirar o fôlego. No trajeto encontramos vários butaneses, desde crianças a idosos, e a interação com eles sempre era muito bacana. 

 

É comum casais irem ao templo da Fertilidade rezar pedindo filhos, ou fazendeiros indo pedir fertilidade para seu rebanho.

 

Lá dentro do templo podemos ver uma escola para monges ainda crianças.

 

3) Campos de arroz: Sem dúvidas visitar um campo de arroz em Punakha é uma atração imperdível. São lindas!

 

 

4) Khamsum Yulley Namgyal Chorten: Esse Templo é lindo e o acesso de dá por meio de uma trilha pelos campos de arroz, assim como templo da Fertilidade, porém a diferença é o esforço físico. Esta trilha é mais extensa que a do Templo da Fertilidade, mas não é uma trilha difícil.

 

 

A arquitetura deste Templo é belíssima e tem uma história interessante. A mãe do atual Rei mandou construir este templo no ano em que seu filho nasceu, pois ele nasceu no ano do porco, que não é um ano auspicioso, e a construção deste templo foi para trazer boa sorte.

 

 

O templo possui 4 andares e em seu topo podemos apreciar uma vista incrível do vale e do rio de Punakha.

 

 

5) Rafting: Na parada que dá acesso a trilha para o Templo que mencionei acima, nos deparamos com uma ponte sobre o Mochu river – Rio Mulher. Ali é o ponto de partida para o Rafting. Após a visita ao templo, embarcamos nessa aventura. O rafting não é dos mais agitados mas é muito bacana. A parada final do rafing? Em frente ao belíssimo Dzong de Punakha, o mais bonito do país.

 

 

6) Dzong de Punakha: Esse é o Dzong mais bonito do país. Ele é grandioso e imponente. Foi construído no local onde o rio Mochu e Phochu (Mulher e Homem) se encontram. Os butaneses acreditam que onde dois rios se encontram pode existir um demônio, portanto, um templo deve ser construído para abençoar o local. E este belíssimo prédio foi construído nesta, também belíssima, paisagem. 

 

 

Lá fica o templo mais importante do país. 

 

 

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Paro

 

A cidade do Tiger´s Nest, cartão postal do país. Confesso que lá só visitei o Tiger´s Nest e fiquei curtindo o hotel pelo grau de cansaço que estava nesse ponto da viagem e principalmente após esta trilha tão cansativa (fiquei apenas duas noites lá), mas além deste templo, a cidade abriga um Dzong e mais um templo que em geral são visitados por turistas. 

 

Tiger´s Nest – Ninho do Tigre:  O tão esperado ninho do tigre ficou para o final em minha viagem ao Butão e é parada obrigatória.  Se vai ao Butão tem que ir lá. 

 

 

Para mais detalhes veja o post do Tiger´s Nest.

 

 

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Sobre o Autor

Ana Carla Gameleira

Psicóloga clínica e nas horas vagas viajante. Acompanhem minhas fotos no Instagram: @relatosdeviagens


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