Dicas de Zanzibar: as praias mais lindas da África

  • 22 de setembro de 2018


A África do Sul foi uma experiência sensacional, que vai deixar muitas saudades. Mas toda a tristeza de ir embora do país foi amenizada pela ansiedade de chegar no próximo destino: Zanzibar! 

 

 

Já tem algum tempo que essa ilha, que faz parte da Tanzânia, tem sido divulgada em diversos blogs de viagem. A beleza das fotos despertou em nós uma vontade de aproveitar nossa passagem pela África pra adicionar esse trecho ao roteiro.

 

 

Foi então que começamos a pesquisar e nos deparamos com algumas questões: primeiro, a questão do dólar. Apesar da moeda oficial ser o xelim tanzaniano, descobrimos que a maioria das coisas são cobradas em dólar, a começar pela chegada na ilha! Exige-se o pagamento de USD 50 por pessoa pra emitir o visto obrigatório, que sai na hora. 

 

Questões monetárias à parte, foi trabalhoso também conseguir casar os voos, que não são operados todos os dias. Algumas das companhias que chegam até lá são a Mango, a Fast Jet e a Kenya Airlines. Umas só vão até a parte continental, chamada Dar es Salaam, fazendo com que seja necessário pegar um ferry pra chegar em Zanzibar. Nem sempre é possível coordenar o voo com o ferry, e dormir uma noite lá pode acabar sendo necessário. Não foi nosso caso, então fica até difícil opinar se vale a pena ou não conhecer a cidade. 

 

Outro entrave foi o transporte...pelos relatos que lemos, chegamos à conclusão de que dirigir lá não era uma boa ideia (e concluímos depois que não era mesmo!), então todos os deslocamentos teriam que ser pagos, o que acarretaria um custo adicional, já que a ilha é bem grande. Em tempos de intensa alta cambial, essas questões pesaram bastante na nossa escolha, mas não nos tiraram a vontade de conhecer esse paraíso. Ainda bem! ;)

 

 

Superadas essas ponderações, passamos a uma outra escolha difícil: o hotel! Sabíamos que a praia considerada mais linda (Nungwi Beach) ficava situada no norte da ilha. Mas por uma divina recomendação da Priscila do @psbonvoyage, acabamos decidindo ficar no White Sands Luxury Hotel, mais ao sul. Olha, depois que conhecemos o local, ficamos na dúvida qual das praias era realmente mais bonita, mas vou deixar vocês decidirem pelas fotos! 

 

 

VEJAM OS LINDOS HOTEIS DE ZANZIBAR CLINCANDO AQUI.

 

 

O aeroporto ficava bem longe do hotel (a maioria deles fica), então como chegaríamos à noite, combinamos previamente com nosso concierge para que eles providenciassem o transfer. O motorista estava lá pra nós receber no pequeno aeroporto, e a viagem durou pouco mais de 1 hora. Chegamos no escuro, e quando acordamos foi que pudemos ver a maravilha do lugar que estávamos! 

 


Era de cair o queixo!!! Infelizmente, na época não havia disponibilidade pra ficarmos na suíte em frente ao mar, mas não fez mal porque estávamos muito bem acomodados na fileira de trás, com nossa piscininha privativa. A villa era muito boa e espaçosa, bem ao estilo lua de mel. Era complementada por uma casinha à parte, que tinha um sofá, televisão e mesa de jantar, onde era possível organizar um jantar romântico privativo! 

 

 

No primeiro dia, decidimos ficar pelo hotel mesmo, só relaxando. Descobrimos que a praia dele, a Paje Beach, era conhecida como o paraíso do kitesurf, e que estávamos justamente na alta estação do esporte por lá.  De fato, o vento era bastante propício, e também o mar, que pela manhã ficava bem recuado por conta da maré, e ao longo do dia ia se aproximando...pedimos um vinho branco e ficamos ali, maravilhados com todo o cenário, complementado por quase uma centena de pipas de kite que enfeitavam o céu. 

 

 

O hotel tinha um kite club que alugava todo o equipamento pra quem quisesse, além de sup, canoas e outros itens aquáticos. Oferecia também aulas de kite, ao preço de USD 350 por pessoa pra 3 dias, sendo 3 horas diárias, mas eles já estavam com a agenda cheia naquela semana.

 

O dia foi bem tranquilo, e ao final aproveitamos pra dar uma volta de bike pela praia (disponibilizadas gratuitamente pelo White Sands). Foi hilário porque nós praticamente não conseguimos sair do lugar, já que a maré tinha subido e a areia estava bem fofa. A gente viu vários locais passando e achou que ia ser moleza...depois ficamos na dúvida se a gente é que era fraco mesmo, ou se eles que é que estavam acostumados a andar nesse terreno. 

 

 

As fotos mostram os únicos segundos que conseguimos ficar montados na bike!! Rsrs
Então, recomendamos fazer esse passeio logo pela manhã, quando a areia está bem durinha! Rs Em outro dia cedo repetimos a dose, e deu certo, mas acabamos esquecendo de levar a máquina! Vale a pena desbravar toda a extensão da Paje, e dar um mergulho no meio do caminho.

 

Almoçamos e jantamos no hotel, que servia pratos deliciosos. Destaque pra lula empanada, servida na praia... Delicia! Ficamos meio chateados com o preço das coisas, um tanto absurdo (uma média de 50 dólares um prato individual). Tudo no hotel era bem caro, e não havia muitas opções ao redor como alternativas. 

 

No dia seguinte, contratamos um motorista do hotel, que ficou o dia inteiro à nossa disposição por USD 150. Aproveitamos então pra começar a manhã com o famoso Blue Safari, um passeio pelos atóis incríveis do mar de Zanzibar.

 

 

Pelo hotel, esse passeio (só o Blue Safari) não ia sair por menos de USD 160 por pessoa. Foi então que conversamos com nosso motorista, que acabou nos indicando um amigo pescador pra nos levar! Uma excelente escolha, já que:

  • Pagamos somente USD 60 o casal pra ficar a manhã inteira na ilha;
  • Saímos e voltamos no horário que quisemos (chegamos cedinho, quando não tinha ninguém, e tivemos o lugar só pra gente; e decidimos ir embora quando o primeiro barco com umas 50 pessoas atracou na ilha);
  • Tinha a opção de incluir, pelo mesmo valor, um almoço, com direito a peixe fresco inteiro grelhado na hora e frutos do mar; 
  • E, o melhor: fomos sozinhos no barco, um passeio totalmente privativo.

 

Como uma imagem vale mais que mil palavras (e eu não conseguiria mesmo descrever a beleza do lugar), tirem suas próprias conclusões. É ou não é um paraíso? 

 

 

 

O ponto de saída pro passeio era Stone Town, a parte mais antiga de Zanzibar e patrimônio mundial da UNESCO. Uma pena que, ao contrário de tantos outros lugares também tombados, a cidade carecia de charme e beleza...talvez uma palavra que defina seja: pitoresca! 


 

Seguindo viagem, fomos então à praias de Pangwe e  Nunwgi Beach, ao norte da ilha. A primeira era bem badalada e cheia de beach clubs, resorts e restaurantes. Infelizmente não conseguimos chegar na melhor faixa da segunda, famosa por ser talvez a mais bela da ilha! Tínhamos chegado tarde, e a maré já estava tão alta que não foi possível atravessar da Pangwe pra Nungwi...ficamos pouco mais de uma hora curtindo aquele mar azul e seguimos pra o restaurante The Rock, onde nossa reserva estava marcada para as 16:30h.

 

Sempre ouvimos falar muito desse restaurante, que é uma grande sensação na ilha! Localizado na Paje Beach, era muito charmoso e também exótico: incrustado em uma pedra no meio do mar, só é acessível à pé quando a maré está baixa. Por isso, no final do dia é necessário pegar um barquinho pra realizar o curto trajeto, o que deixa a experiência ainda mais fascinante! 

 

 

 

O visual lá de dentro era incrível, o entardecer refletido no mar...a coisa mais linda do mundo! Ficamos numa mesinha à beira de uma janela, maravilhados com a comida e depois com a transformação do ambiente ao chegar à noite, todo à luz de velas!

 

 

Chegamos ao hotel já exaustos, mas completamente felizes e extasiados com tudo que vivemos naquele dia.


*No meio de todos esses caminhos, não pudemos deixar de notar, com tristeza, a pobreza de uma comunidade que vive no meio do paraíso. Uma pobreza disfarçada pela beleza das cores, que estampavam os véus das milhares de mulheres muçulmanas que, apesar do calor, mantinham-se cobertas dos pés à cabeça, apenas o brilho dos olhos à mostra. 


Quando amanheceu, decidimos ficar no hotel mesmo, mais uma vez descansando e curtindo um "dolce far niente".

 

 


Os dias passaram assim devagar, tranquilos...um lugar pra relaxar mente e corpo, e se deixar maravilhar com mais uma bela manifestação da natureza.

 

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Acompanhem nossas fotos no @nosdoisnomundo.




Sobre o Autor

Fernanda de Castro Carvalho

Fernanda de Castro Carvalho é advogada e trabalha na ONU pela defesa dos direitos humanos. Para ela, viajar se tornou mais do que um hobby: é uma necessidade! Nas horas vagas, sonha com o próximo destino e compartilha suas dicas de viagens no insta @nosdo


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