Um inesquecível Safari na África do Sul

  • 02 de julho de 2017


Fazer um safari na África é algo que passa pelo imaginário da maioria das pessoas. 
Uma viagem exótica, cheia de adrenalina, para aqueles de coração forte! Acertei?

 

Bom, é tudo isso e mais um pouco...

 

 

Existem várias opções no continente, mas os mais procurados se concentram na famosa região do Kruger, na África do Sul: um extenso parque nacional que abriga todas aquelas espécies de animais que sonhamos encontrar em um safari, vivendo a vida em um típico cenário do filme O Rei Leão! 

 

 

Os turistas podem visitar o parque por conta própria, dirigindo seu carro, ou até mesmo contratando guias locais. 

 

Em termos de hospedagem, há uma infinidade de alternativas, para todos os gostos e bolsos, dentro ou fora do Kruger. Por isso mesmo, foi muito difícil escolher nosso hotel. 

 

Depois de ler muitos blogs e relatos de viagens, optamos por nos hospedar no Kapama, situado em uma reserva privada. Dentro dela, há quatro categorias de hotéis, e nós escolhemos o Kapama Karula por ser o mais exclusivo, o que significa um menor número de hóspedes e um serviço mais personalizado! Zero arrependimento. ;)

 

 

Talvez um dos pontos altos pela África tenha sido justamente a experiência vivida nesse hotel, cuja tarifa é all inclusive (todas as refeições, bebidas, traslados e safaris estão incluídos, e tudo de muita qualidade).

 

 

Recomenda-se chegar pelo aeroporto de Hoedspruit, que está do outro lado da rua da reserva do Kapama. 

 

Fomos recepcionados pelo nosso ranger ainda no aeroporto, e já no caminho pro hotel foi possível ver inúmeros animais! 

 

* O ranger é o guia que irá te acompanhar durante toda sua estada no Kapama, junto com o tracker, pessoa que fica na frente do carro, identificando as pegadas dos animais e apontando a direção pro ranger. Eles serão os grande responsáveis por sua segurança e por tornar a experiência do safari o mais interessante possível! Os nossos, Thomas e Edward, nos ensinaram muita coisa, e foram super queridos e habilidosos todo o tempo.

 

 

Logo que chegamos ao Karula, fomos recebidos com drinks por uma simpática moça que nos explicou tudo sobre o local. 

 

Ao chegar no nosso quarto, uma surpresa! Era muito melhor do que nas fotos, um dos melhores que já ficamos em todas nossas vidas. 

 

 

Uma villa com duas suítes, sala com lareira, sala de estar, closet com banheira, duchas interna e externa, e uma piscina privativa infinita, com vista para o rio e a mata! A suíte menor (que era gigante), era especialmente equipada pra receber crianças: tinha video game, jogos, puffs, e até o frigobar era abastecido com guloseimas pros pequenos. 

 

 

Era difícil querer sair do quarto, como vocês podem imaginar, mas era preciso: às 5:30 da manhã éramos acordados por nossos rangers para o primeiro safari do dia. 

 

 

A razão para sairmos tão cedo é porque é nesse horário que os animais estão mais ativos, quando as leoas saem pra caçar...isso devido o calor, que ao longo do dia tende a ficar cada vez pior, fazendo com que os animais fiquem escondidos nas sombras, sem se movimentar muito! Então as chances de vê-los logo nos primeiros raios de sol aumentam! 

 

Antes de partir pro safari, o hotel oferece um mini café da manhã, e durante o passeio, fazemos uma pausa pra um café com biscoitos.

 

 

Um safari dura em média 3 horas. Quando termina, somos recebidos de volta ao hotel com um belo café da manhã. 

 

 

Depois, o que interessa é só ficar relaxando na piscina e aproveitando a mordomia do nosso quarto...

 

 

Outras alternativas ao "dolce far niente" (pagas à parte), incluem: passar o dia no maravilhoso spa da reserva, eleito um dos melhores da África do Sul; fazer um voo de balão; viver uma interação com elefantes; fazer um safari fotográfico; se aventurar no "bush walk" (safaris a pé!). 

 

Dormir ao ar livre também é uma alternativa para os mais corajosos. 

 

 

Já pela tarde, por volta das 16:30h, começamos nosso "game drive" da tarde, que geralmente se estende até a noite. Pra nós, o melhor era a paradinha na hora do por do sol pra tomar um vinho! Rs! 

 

Numa das noites, nosso super jipe resolveu dar um sustinho na gente e atolar ao lado de uma leoa, que graças a Deus não deu nem bola pra nós. Foram uns 2 ou 3 minutos tentando tirar o carro do lugar, mas que pareceram horas! Ela estava estrategicamente posicionada pra atacar meu cangote...Pense no medo da pessoa! Rs. Nesse dia estávamos sozinhos no carro, então eu, o Dani e nossos rangers seríamos a única opção de entrada, prato principal e sobremesa pra leoa solitária...pra nossa sorte, escapamos inteiros! Esses foram os únicos minutos mais tensos da viagem, mas que depois renderam boas risadas (de alívio)! No quesito safari, prefiro a opção "sem emoção"...Rs!


 

Na primeiro dia, voltamos do safari por volta das 20:30h, horário em que o jantar já estava servido: um típico churrasco africano,  com peixes e carnes de caça assados na brasa, acompanhados de um grande buffet. Provar o filé de antílope foi um desafio, mas desceu super bem! O visual do "Boma Dinner" (jantar montado ao ar livre na savana) é extremamente romântico e exótico! 

 

 

Na segunda noite, o jantar foi servido à la carte, na beira da piscina e na varanda do restaurante, sob a luz de velas e um céu incrivelmente estrelado. 

 

Um dos grandes objetivos de um safari é encontrar os chamados "Big 5", ou seja, os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem: leões, búfalos, rinocerontes, leopardos e elefantes. Conseguimos ver todos, com exceção do leopardo, que é mega sorrateiro e o mais difícil de avistar. Muitas vezes eles passam até despercebidos por nós, já que costumam passar muito tempo em cima de árvores. Aqui vai uma crítica à reserva do Kapama: achamos que o número de animais é muito restrito, então acontecia de passar um tempão sem ver um único bicho, e de repente dar de cara com todos ao mesmo tempo! É um misto de sorte e habilidade do seu ranger, pra estar no lugar certo, na hora certa! 

 

Há quem pense que fazer dois safaris por dia seja muito, mas a verdade é que a gente fica com gostinho de quero mais. A adrenalina e a emoção de ver esses animais soltos, no seu habitat natural, gera uma ansiedade sempre crescente por encontrar mais e mais bichos! Recomendamos ficar pelo menos uns 3 dias no lodge, assim as chances de encontrar todos os "Big 5" são maiores. 

 

 

A experiência é daquelas que ficarão vivas na memória pra sempre. Um lugar que alia o luxo ao exótico, o conforto à aventura...perfeito até (e principalmente) pra uma lua de mel! RESERVE SEU HOTEL CLICANDO AQUI.



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Sobre o Autor

Fernanda de Castro Carvalho

Fernanda de Castro Carvalho é advogada e trabalha na ONU pela defesa dos direitos humanos. Para ela, viajar se tornou mais do que um hobby: é uma necessidade! Nas horas vagas, sonha com o próximo destino e compartilha suas dicas de viagens no insta @nosdo


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