Dicas da Cidade do Cabo by @nosdoisnomundo

  • 07 de dezembro de 2016


Ficamos honrados de receber o convite do Marcio pra dividir com vocês um relato da experiência incrível que vivemos na África do Sul. 

 

A vontade de conhecer o país sempre existiu, e começou a se concretizar graças a uma promoção de milhas na TAM, por 15.000 o trecho (sim!!). Sem pensar duas vezes, emitimos as passagens e aguardamos por mais de um semestre a chegada dessa trip dos sonhos!

 

Pra começar, vale destacar que o voo pela South African Airlines é muito bom, com comida decente e serviço de qualidade. Fizemos uma conexão em Joanesburgo, rumo à Cidade do Cabo. Ainda no aeroporto, pegamos o carro que havíamos locado pela internet (por sinal, muito barato, menos de R$ 400,00 por 10 dias!). Achávamos que seria bem complicado dirigir na mão inglesa, e alugamos um automático pra não ter muita confusão, mas sorte ou não, deu tudo certo e chegamos inteiros! Rs. Vale lembrar que lá é necessário ter a permissão internacional pra dirigir, mas não fomos solicitados nem uma vez, nem mesmo pela locadora.

 

Dica: compramos já há algum tempo o Sygic GPS, que nunca nos deixou na mão e provou ser um dos melhores GPSs que já usamos. Na época, pagamos uns USD 49 para uma licença eterna, com todos os mapas do mundo! É só baixar antes da viagem e pronto! Sem chances de se perder por aí! ;)

 

Chegamos ainda de dia, mas mortos! Nessa primeira tarde, fomos arrebatados pelo jet lag e o máximo que conseguimos fazer foi um almo-janta no Harbour House Restaurant (http://www.harbourhouse.co.za/), no V &A Waterfront (e que almo-janta!!!). Foi o início de uma série gastronômica maravilhosa, regada pelos melhores vinhos brancos que já imaginamos provar! O restaurante é muito bem localizado charmoso, vale muito a pena.

 

 

 

Nos dois primeiros dias, nos hospedamos em um hotel supercusto benefício, o Park Inn Foreshore by Radisson . Um hotel executivo, porém com um serviço impecável! Bem moderno e bonito, oferecia traslado gratuito para o V&A Waterfront dia e noite, além de vários restaurantes e onde mais quiséssemos ir, em um raio de 3 km. Muito válido num lugar onde estacionar é bem difícil! É preciso abrir um parêntese para o rooftop do hotel, que tem um bar bem descolado onde a paisagem da Table Mountain te convida a tomar alguns drinks enquanto o sol se põe. Aos sábados, dizem que tem DJ e que o povo bonito da cidade marca presença no local. Pena que não conseguimos curtir direito, porque estava chovendo e muito frio!

 

Jantamos uma noite no 95 Keerom, eleito o melhor italiano da África do Sul! Pelo tanto que falaram, achei que ia ser divino, mas foi simplesmente bom, sem muitas surpresas. Não conseguimos reserva no famoso The Test Kitchen que, pasmen, só tinha vaga para abril de 2016!!!! Deve ser bom mesmo...rs. Outras opções de restaurante que recomendamos incluem o Aubergine, The Pot Luck Club e o The Round House. 

 

De lá, fomos para Hermanus, uma pequena cidade já pertencente à chamada “Garden Route”, famosa por ser um polo de observação de baleias no período que vai de julho a setembro. Ficamos no Birkenhouse Hotel, do qual conseguíamos ver as baleias ali mesmo, da piscina infinita...

 

O hotel em si mereceria um capítulo à parte, mas o que podemos dizer é que, mais do que uma acomodação, o hotel te proporciona uma verdadeira experiência!! Pra começar, a diária pode ser até bem salgada, mas vale cada centavo: todas as refeições e bebidas, inclusive alcoólicas, estão inclusas (mas muito distante daquilo que se espera de um all inclusive, geralmente aquela comida de “carregação”). Pelo contrário, foi talvez um dos melhores locais que comemos e bebemos em toda a África do Sul. O serviço lá era totalmente personalizado, com inúmeros funcionários checando o tempo todo (mas de forma discreta) se você está precisando de alguma coisa (“some more wine, please”, é claro, rs). 

 

 

 

 

De Hermanus é possível realizar diversos passeios que o próprio concierge do Birkenhouse providencia: mergulho com tubarões, passeio à cavalo, passeio de barco para avistar baleias, aluguel de canoas, entre outros. O spa também vale uma visita... Nosso ritmo estava um pouco mais lento, mais disposto a apreciar as maravilhas que o próprio hotel proporcionava, no nosso estilo “slow travel” de viajar! Rs. Acabamos ficando por lá mesmo, e aproveitamos pra fazer uma caminhada pelos arredores, sempre avistando as baleias...

 

 

*Esse primeiro trecho da viagem foi adicionado depois que já havíamos planejado quase tudo, devido a uma alteração no nosso voo que permitiu inserir mais uns diazinhos à nossa viagem! Por isso, retornamos à Cidade do Cabo, mas aconselharia ficar ao menos 5 dias na Cidade do Cabo direto, e depois seguir para Hermanus, na volta passando pelas vinícolas, que é caminho. ;)

 

O outro hotel que elegemos foi o Atlantic View Cape Town, localizado em Camps Bay...o que falar desse bairro, pra não dizer simplesmente que foi...apaixonante? É onde eu mais recomendo hospedagem, e ganha até mesmo do Waterfront! 

 

Bom, o hotel ficava encrustado na montanha que eles carinhosamente chamam de “The Twelve Apostoles”. Cercado de mansões, com uma vista arrebatadora para o mar e pro por do sol, perto de excelentes restaurantes, o Atlantic View é daqueles que também valem cada dólarzinho gasto. CONHEÇAM OS HOTÉIS CLICANDO NESTE LINK. 

 

 

Além dos quartos excelentes, há duas piscinas infinitas e o serviço é muito bom! De 7 às 9 da noite, eles oferecem como cortesia uma degustação de vinhos e de tapas: uma ótima opção para um esquenta antes de sair pra jantar, ou como fizemos algumas noites, ficar por ali mesmo e até pedir comida no restaurante de lá (vale provar o hambúrguer gourmet de avestruz, que no início eu torci o nariz, mas depois que provei, não quis saber de outra coisa!!). As batatas trufadas também eram sensacionais. 

 

 

Uma dica: na Cidade do Cabo, os restaurantes fecham muito cedo, por isso nossa opção mais recorrente foi fazer um “almo-janta” em restaurantes incríveis como o Paranga, Café Caprice e o The Bungalow, onde não só a comida é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a, como é onde se melhor aproveita o fim de tarde e o por do sol. Percebemos que esse horário é o mais movimentado pelos locais, que gostam mesmo é de sentar nas mesinhas de fora, curtindo os últimos raios de sol do dia na companhia de um bom vinho e música boa. 

 

Sobre os passeios, é impossível não bater ponto na Table Mountain, mas faça isso na primeira oportunidade! Isso porque o tempo na Cidade do Cabo é muito imprevisível, e os ventos são fortes. Quando não há condições de segurança suficientes (e isso ocorre com frequência), eles fecham a montanha para visitação. Temos relatos de pessoas que passaram alguns dias por lá e não conseguiram fazer esse passeio devido aos ventos ou ao mau tempo. Por isso, não pense duas vezes: se estiver sol e ventando pouco, compre seu ingresso (se possível online, pra adiantar as filas http://www.tablemountain.net/), e aproveite as inesquecíveis vistas lá do alto, de onde é possível ver a Cidade do Cabo inteira! Uma boa opção é subir a Table Mountain a pé, por uma trilha, e descer pelo teleférico, ou vice versa. O preço do ticket é 225 rands ida e volta por adulto (aproximadamente 70 reais), ou 115 rands, só um trecho. Dizem que o nascer ou o por do sol de lá é imperdível, assim como do Signal Hill ou do Lions Head! 

 

 

 

 

Outro passeio que não pode faltar é o Cabo da Boa Esperança. Na ida, optamos por passar por Muizenberg, uma cidadezinha praiana famosa por suas casinhas coloridas na beira da praia. Mas depois que dirigimos na volta pela Chapman’s Peak Drive, ficamos na dúvida se não valia ter passado por ela tanto na ida, como na volta!!! É surreal de belo esse caminho!!!!!

 

 

Bom, mas voltemos ao Cabo da Boa Esperança...pra ir pra lá, reserve um dia inteiro, porque leva-se cerca de 1 hora e meia pra chegar...e também porque você irá querer parar a cada segundo pra tirar fotos e admirar as paisagens. A gente particularmente deu rapidamente por visto a famosa plaquinha “The Cape Of Good Hope”, já que o trecho do mar ali não era tão bonito, e rumamos para Cape Point. Lá, compramos o ticket do bondinho para nos levar ao farol (o calor tava de matar pra ir subindo, rs), e sinceramente foi ótimo, porque nos economizou um tempo e garantiu mais uns minutinhos lá em cima pra ficarmos boquiabertos com a vista!! Depois de inúmeros clicks, ficamos um tempão lá parados, só curtindo o momento...

 

 

Confesso que se estivesse com biquíni, e o mar não fosse tão gelado, teria descido nessa praia pra dar um mergulho!!! Foi realmente tentador! O tempo estava ótimo! 

 

 

Fizemos um rápido lanche e rumamos para a Boulder’s Beach, aquela praia famosa dos pinguins. Não achamos muita graça, porque fica um monte de gente apinhada pra fazer selfie com os bichinhos, e no final das contas, não dá muita vontade de ficar lá. Mas foi bom que voltamos a tempo de apreciar o incrível entardecer pela estrada e de almoçar no The Bungalow, que já havia comentado antes...

 

 

 

Quando começamos a pesquisar sobre a Cidade do Cabo, encontramos um lugar que nos impressionou: o West Coast National Park. Entre agosto e setembro, o parque (à beira mar)fica completamente florido!! É realmente um mar de flores...aproveitando que estávamos justamente na época, dirigimos por cerca de 1 hora pra chegar lá. O problema foi que não nos atentamos que era final de semana, então estava simplesmente lotado!!! Uma fila gigantesca de carros pra entrar. Então, fica a dica: vá num dia de semana! Vale levar alguns itens pra um piquenique e ficar um dia inteiro nesse paraíso.  Só uma nota: o parque é muito mal sinalizado, e provavelmente você vai rodar um pouco de carro até achar o local certo pra parar e relaxar...rs. Mas tudo bem porque o visual compensa tudo...

 

 

 

 

Alguns outros lugares que valem a visita são: a Robben Island (lugar histórico importante por ser onde Mandela ficou preso por mais de duas décadas); o colorido bairro Bo-Kaap (antigamente era uma área de segregação, que servia de moradia dos escravos vindos de outros países da África, Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia, na época do domínio holandês); o lindo estádio de futebol, que foi sede da Copa do Mundo de 2010...sem falar no mergulho com tubarões, que não conseguimos fazer porque disseram que o mar é muito agitado, e como o Dani enjoa muito no barco, preferimos não passar por esse sacrifício (talvez uma desculpa pro medo de encarar os tubarões hahaha!).

 

Depois de dias maravilhosos na Cidade do Cabo (que ficaram com gostinho de quero mais), seguimos para as vinícolas, um passeio que relataremos em breve em um próximo post! 

 

 

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Sobre o Autor

Fernanda de Castro Carvalho

Fernanda de Castro Carvalho é advogada e trabalha na ONU pela defesa dos direitos humanos. Para ela, viajar se tornou mais do que um hobby: é uma necessidade! Nas horas vagas, sonha com o próximo destino e compartilha suas dicas de viagens no insta @nosdo


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